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(Episódios da vida de Oyassama)

Certa vez, Oyassama disse a Rihati Yamamoto que estava por perto:

“Rihati, vá e veja lá fora.”

Como era uma época em que a vigilância policial se fazia severa, pensou ser uma ordem realcionada a isso e verificou cuidadosamente os arredores, porém, não encontrou ninguém. Então, ele voltou e relatou:

“Não há nada de anormal. Há apenas abóboras naquela roça e nesta horta muitas beringelas.”

Então, Oyassama lhe disse:

Isso mesmo. Viu aquelas abóboras e beringelas? Aqueles grandes frutos são o resultado das flores que desabrocharam. Não há frutos sem as flores. Assim sendo, reflita bem. Dizem na sociedade que a mulher é suja, mas não é verdadde. Tanto homens quanto mulheres são filhos de Deus, sem a mínima distinção. A mulher tem a difícil missão de conceber filhos. As regras mensais da mulher são como as flores. Sem a flor, poderão ter frutos? Procure entender bem. Mesmo a abóbora, se a flor cair, ficará apenas nisso. A flor infrutífera existe em todas as coisas, porém, nada se frutifica sem a flor. Reflita bem. Não é nada suja.

(Música: A thousand miles; by Vanessa Carlton)

23º Concurso!? Ainda me lembro quando participei pela primeira vez em um concurso de Koteki…. Isso foi há uns 12 ou 14 anos atrás? …é não me lembro muito bem… rs…enfim, na época era realizado durante o Encontro Infanto-Juvenil Tsudoi, em Bauru mesmo… lembro das equipes levando todos os instrumentos e parafernálias, ainda de ônibus Garcia!!! Jabaquara Koteki Band (que naquele ano tocou junto com a gente), Diadema Koteki Band, Santana Koteki Band, Mogi das Cruzes Koteki Band… não me recordo das outras bandas, mas essas eram as top top da época…

Nós? Rs… depois de um ano de formação e vários treinos aos sábados, com o punho e humor do Nakano-sensei, sempre antes ou durante os otomarikais que também faziam parte das atividades do nosso shonenkai, lá estávamos, para o primeiro concurso do Nova Yooki Koteki Band… acho que era no Tsudoi de 1992 ou 93, e o koteki de Ipiranga e o de Sorocaba também estava em suas estréias… a de Ipiranga aliás, pode-se dizer ter sido o início de uma vencedora jornada, abocanhando premiações ouro durante vários anos seguidos… se fizesse uma analogia, os coletes roxos eram como a geração de ouro de Bernardinho de hoje…

Não éramos os mais numerosos, nem os menos… Ipiranga parecia em menor número… mesmo assim parecíamos um time de futsal jogando no Morumbi… todo aquele espaço do palco, que se não me engano pertencia a UNESP de Bauru, toda aquela movimentação e agitação, todo aquele mundaréu de gente, de crianças… só posso descrever em uma palavra: “grande”…. talvez porque era (e continuo sendo) baixinho…. mas engraçado que não via a hora de tocar, de mostrar para que treinamos tanto, de estar lá onde até o ano anterior apenas admirava e sublimava como espectador… e sabia que teriam outras crianças lá na arquibancada sentindo o mesmo que sempre senti… mas o que sentia agora era algo totalmente novo e diferente… acabara de entrar para o lado dos protagonistas…

Tocamos bem. Durante os treinos estava muito confiante. Cada movimento dos dedos, da marcha… os altos, os baixos… as notas ligadas… a música… tudo estava decorado e treinado. Acreditava no ouro. Veio a prata, mas… valeu! Só de fazer parte de uma banda de koteki, de ter tocado o mais alto possível para que a última fileira da arquibancada pudesse ouvir, de estar no backstage, na concentração junto com aqueles que admirava… de ter tirado a foto de lembrança em frente ao Shinden do Dendotyo…

São lembranças e saudades… e como dizem, “A saudade é a verdadeira prova de que valeu a pena”.

Nosso Koteki não participou de nenhum outro concurso depois… apenas nos juntávamos como Banda Koteki de São Paulo para apresentações como nas do dia 1º de maio, no dia do hinokishin, dentre outras… até surgir interesse por parte do pessoal da regional Penha, o que resultou na formação do Higashi Koteki Band, com a regional Tatuapé e o Tomo (vulgo Tomomassa Hirasawa), do Ipiranga Koteki Band, que ensinou e regeu o Higashi por cinco anos…

Este ano, tendo Dendotyo como palco do concurso novamente depois de anos, tivemos a volta das evoluções de marcha, uma magia a mais para o evento. Assim, acredito que mesmo para aqueles que já podem ser considerados O.B.(Old boys) ou O.G.(Old Girls), como chamam no Japão aqueles que já se formaram do koteki, ou para aqueles que já passaram da idade mas ainda continuam na ativa, ou até mesmo para aqueles que estavam começando essa louca e até certo ponto masoquista vida de koteki, tudo teve um ar de primeira vez, de novo, de grande, de renovação…

Ouvi uma história de uma Assembléia Geral da Associação Feminina Fujinkai, lá em Ojiba, na qual choveu muito, mas que mesmo debaixo de tanta água, não foi cancelada… diziam que a chuva foi uma verdadeira Graça de Deus-Parens, pois com ela, a Assembléia daquele ano seria inesquecível… não discuto se foi bom ou ruim, um sucesso ou um fracasso, se gostaram ou não, mas é provável que tornou-se um dia de que muitos lembrarão…

E se chuva pode ser graça de Deus-Pares, logicamente que Sol também é…

Ter feito Sol, com um céu limpo e azul, e aquele brilho especial entre os galhos e folhas das árvores que só o outono pode propiciar, foi a grande graça que contribuiu para que este 23º concurso se tornasse cheio de saudades, de lembranças… de sorrisos, gritos, apertos nos corações, de lágrimas… gratidão, superação e sempre aquele ombro amigo… um concurso, como todos os anos, primeiramente memorável e grandiosamente inesquecível.

Uma pequena coisa que lembrarei?

Rs… Ao indagar a uma criança sobre se achava que ia ganhar ouro, sabia que responderia “Acho que sim”, mas não esperava em seguida um “Tem que pensar positivo né!”… Ela deveria ter não mais do que 8 anos de idade apenas e já me ensinava a pensar positivo!… Engraçadas as crianças de hoje não?

Ainda bem…

Com a participação de oito bandas de Koteki, o Concurso deste ano foi realizado no pátio em frente ao Recinto de Reverência da Sede Missionária Dendotyo do Brasil, localizada na cidade de Bauru, interior de São Paulo. Teve início às 14h30, após o Treino Geral do Serviço Sagrado (MANABI) da Associação Infanto-Juvenil, realizado na parte da manhã.

Todos os anos, o concurso tem como palco o Centro Cultural e Social de São Paulo Tenri Kaikan, no bairro de Vila Mariana, cidade de São Paulo. Atualmente por causa de bandas provindas de locais muito distantes da capital paulista, como o caso do Cianorte Koteki Band (Paraná e Foz do Iguaçú), ficou decidido em realizá-lo a cada cinco anos na cidade de Bauru.

Um grande diferencial no concurso deste ano foi a utilização da marcha nas apresentações, o que provavelmente exigiu muito treino de todos os participantes já que tal recurso não tem sido muito utilizado ultimamente nas bandas de koteki aqui do Brasil, até porque não era item obrigatório nos concursos, devido a falta de espaço no palco do Tenri Kaikan para as evoluções.

Além disso, tudo pareceu, sob um grande céu azul de outono, um verdadeiro OSSONAE ENSSOU (quando as crianças tocam em frente do Santuário Principal da Sede, em OJIBA, Japão), no intuito de oferendar a apresentação a Deus-Parens e OYASSAMA.

O resultado ficou em quatro premiações ouro, quatro pratas e nenhum bronze.

Premiação ouro:

Higashi Koteki Band
Santana Pinheiros Koteki Band
Santo Amaro Gran-sul Koteki Band
Mogi das Cruzes Koteki Band

Premiação prata:

Sorocaba Campinas Koteki Band
Bauru Koteki Band
Marilia Paulista Koteki Band
Cianorte Koteki Band

Postei também um video com algumas fotos… e talvez mais pra frente consiga postar videos com as apresentações de cada banda também… espero que gostem…

+++Link para o video+++

Parabéns a todos e até o próximo concurso!!!

Mundinho…

Um…
miúdo que seja,
mindinho apenas,
de cada (mundinho) um…

Oyassama ao ensinar as danças das mãos sempre dizia que são os hinos da Razão, por isso devem ser executados de acordo com a Razão, como se “dançassem” essa Razão… caso houver um único erro é porque o espírito está frouxo.

Nos mínimos, nos fúteis imperceptíveis, em cada e qualquer movimento há a importância da Razão a ser expressada.

Estes se ligam à enormes sequências ou consequências… mas sempre à Salvação…

Mesmo de um Mundinho, mesmo em um Mundinho, a Razão recebida de Deus-Parens é a mesma, e a ligação… também…

E tudo isso… de cada (mundinho) um…


(Música: Summer; by Joe Hisaishi)