(Música: A thousand miles; by Vanessa Carlton)
23º Concurso!? Ainda me lembro quando participei pela primeira vez em um concurso de Koteki…. Isso foi há uns 12 ou 14 anos atrás? …é não me lembro muito bem… rs…enfim, na época era realizado durante o Encontro Infanto-Juvenil Tsudoi, em Bauru mesmo… lembro das equipes levando todos os instrumentos e parafernálias, ainda de ônibus Garcia!!! Jabaquara Koteki Band (que naquele ano tocou junto com a gente), Diadema Koteki Band, Santana Koteki Band, Mogi das Cruzes Koteki Band… não me recordo das outras bandas, mas essas eram as top top da época…
Nós? Rs… depois de um ano de formação e vários treinos aos sábados, com o punho e humor do Nakano-sensei, sempre antes ou durante os otomarikais que também faziam parte das atividades do nosso shonenkai, lá estávamos, para o primeiro concurso do Nova Yooki Koteki Band… acho que era no Tsudoi de 1992 ou 93, e o koteki de Ipiranga e o de Sorocaba também estava em suas estréias… a de Ipiranga aliás, pode-se dizer ter sido o início de uma vencedora jornada, abocanhando premiações ouro durante vários anos seguidos… se fizesse uma analogia, os coletes roxos eram como a geração de ouro de Bernardinho de hoje…
Não éramos os mais numerosos, nem os menos… Ipiranga parecia em menor número… mesmo assim parecíamos um time de futsal jogando no Morumbi… todo aquele espaço do palco, que se não me engano pertencia a UNESP de Bauru, toda aquela movimentação e agitação, todo aquele mundaréu de gente, de crianças… só posso descrever em uma palavra: “grande”…. talvez porque era (e continuo sendo) baixinho…. mas engraçado que não via a hora de tocar, de mostrar para que treinamos tanto, de estar lá onde até o ano anterior apenas admirava e sublimava como espectador… e sabia que teriam outras crianças lá na arquibancada sentindo o mesmo que sempre senti… mas o que sentia agora era algo totalmente novo e diferente… acabara de entrar para o lado dos protagonistas…
Tocamos bem. Durante os treinos estava muito confiante. Cada movimento dos dedos, da marcha… os altos, os baixos… as notas ligadas… a música… tudo estava decorado e treinado. Acreditava no ouro. Veio a prata, mas… valeu! Só de fazer parte de uma banda de koteki, de ter tocado o mais alto possível para que a última fileira da arquibancada pudesse ouvir, de estar no backstage, na concentração junto com aqueles que admirava… de ter tirado a foto de lembrança em frente ao Shinden do Dendotyo…
São lembranças e saudades… e como dizem, “A saudade é a verdadeira prova de que valeu a pena”.
Nosso Koteki não participou de nenhum outro concurso depois… apenas nos juntávamos como Banda Koteki de São Paulo para apresentações como nas do dia 1º de maio, no dia do hinokishin, dentre outras… até surgir interesse por parte do pessoal da regional Penha, o que resultou na formação do Higashi Koteki Band, com a regional Tatuapé e o Tomo (vulgo Tomomassa Hirasawa), do Ipiranga Koteki Band, que ensinou e regeu o Higashi por cinco anos…
Este ano, tendo Dendotyo como palco do concurso novamente depois de anos, tivemos a volta das evoluções de marcha, uma magia a mais para o evento. Assim, acredito que mesmo para aqueles que já podem ser considerados O.B.(Old boys) ou O.G.(Old Girls), como chamam no Japão aqueles que já se formaram do koteki, ou para aqueles que já passaram da idade mas ainda continuam na ativa, ou até mesmo para aqueles que estavam começando essa louca e até certo ponto masoquista vida de koteki, tudo teve um ar de primeira vez, de novo, de grande, de renovação…
Ouvi uma história de uma Assembléia Geral da Associação Feminina Fujinkai, lá em Ojiba, na qual choveu muito, mas que mesmo debaixo de tanta água, não foi cancelada… diziam que a chuva foi uma verdadeira Graça de Deus-Parens, pois com ela, a Assembléia daquele ano seria inesquecível… não discuto se foi bom ou ruim, um sucesso ou um fracasso, se gostaram ou não, mas é provável que tornou-se um dia de que muitos lembrarão…
E se chuva pode ser graça de Deus-Pares, logicamente que Sol também é…
Ter feito Sol, com um céu limpo e azul, e aquele brilho especial entre os galhos e folhas das árvores que só o outono pode propiciar, foi a grande graça que contribuiu para que este 23º concurso se tornasse cheio de saudades, de lembranças… de sorrisos, gritos, apertos nos corações, de lágrimas… gratidão, superação e sempre aquele ombro amigo… um concurso, como todos os anos, primeiramente memorável e grandiosamente inesquecível.
Uma pequena coisa que lembrarei?
Rs… Ao indagar a uma criança sobre se achava que ia ganhar ouro, sabia que responderia “Acho que sim”, mas não esperava em seguida um “Tem que pensar positivo né!”… Ela deveria ter não mais do que 8 anos de idade apenas e já me ensinava a pensar positivo!… Engraçadas as crianças de hoje não?
Ainda bem…