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Mundinho Nova Yooki

Aos amigos da Igreja Tenrikyo Nova Yooki (por Tiago S. Otonari)

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História

(Texto extraído do livro “História da Igreja-Mor Asakura – vol.2″, original em japonês)
(1ª versão de Clarice Mayumi Hachiya, ano 2001)

A Chegada ao Brasil

Em 1944(ano 19 da era Showa), Masae, esposa de Tsuguio Otonari, após o parto de seu segundo filho, Tadataka, estava peocupada com o seu mal desenvolvimento. Assim, nesta época, foi orientada pelo condutor da igreja Nishioyama, rev. Saigoro Ide, e desde então, através desse problema com seu segundo filho, converteu-se à Tenrikyo.

Após 3 anos de detenção de trabalhos forçados na Sibéria, Tsuguio regressou ao Japão. Mas em 1953, para fugir da Tenrikyo, uma religião que não gostava, e também com o objetivo de tentar a sorte em um novo mundo, lutou com todas as forças levando seus sobrinhos e sobrinhas, no total de 9 pessoas a imigrar para o Brasil.

Em julho deste mesmo ano, partiu do porto de Kobe, com mais de 100 famílias, rumo ao Brasil, chegando em Belém no dia 2 de setembro de 1953.

Após a chegada em Belém, levaram mais de 10 dias para atravessar o rio Amazônas, chegando na colônia Manacapú, que ficava na outra margem de Manaus. Assim, ficaram nessa colônia provisóriamente como colônos, com mais 30 famílias também imigrantes.

Nesta colônia, já se praticava o serviço de cortes de árvores da floresta virgem para o plantio de seringueiras.

Porém, levaria de 20 a 30 anos para começar a colheita da resina da seringueira. Então, sem outra alternativa, começaram a cultivar arroz e café ao mesmo tempo em que trabalhavam na seringueira, para poderem adquirir um dinheiro extra. Porém, em 4 hectares, só conseguiram colher 4 sacos de arroz, e o que deveria se tranformar em lucro, acabou virando a refeição da família.

Assim, para conseguirem um outro financiamento, foram obrigados a continuar com o plantio do pé de seringueira.

Passado algum tempo, o governo resolveu construir uma escola nessa colônia, contratando Tsuguio para as obras.

Porém, num acidente durante as obras, Tsuguio perdeu a visão do olho direito, desistindo então do trabalho na lavoura.

Durante 3 anos a dívida já estava em torno de 16 mil yenes. Sem outra opção, Tsuguio foi obrigado a mandar primeiro os seus sobrinhos para São Paulo, e o resto da família mudou-se para a colônia Tomé-açú, em Belém, iniciando os trabalhos na fazenda Fujihashi como empregados.

Após 5 anos desde a chegada ao Brasil, saíram de Belém e partiram rumo a cidade de Jacareí, em São Paulo, onde os sobrinhos já estavam hospedados de favor na residência do sr. Okimura, trabalhando no plantio de verdura.

Aproveitando essas terras, começaram a cultivar pepinos, onde tiveram grande sucesso. Conseguiram pagar todas as dívidas pendentes e ainda depositar um dinheiro extra. Assim, partiram em 1960 para a capital de São Paulo.

Já na cidade de São Paulo

Em São Paulo, no bairro São Joaquim, alugaram uma casa desocupada e abriram uma lavanderia. Começaram a ter prosperidade nos negócios, conseguindo comprar máquinas, e enfim, depois de muito tempo, puderam enxergar a uma perspectiva de um futuro promissor.

Nessa época, Masae começou a frequentar a Casa de Divulgação Dai-Ichi Paulista, da Igreja-Mor Nankai, que se encontrava nas proximidades.

Com o sucesso no comércio, mudara-se para o bairro Jabaquara, onde construíram uma nova lavanderia.

Mesmo com a mudança de residência, Masae continuou a frequentar a Casa de Divulgação Dai-Ichi Paulista, e aos poucos começou a levar o seu marido Tsuguio, que no início participava somente na hora da confraternização.

Os fiéis que participavam da missa sempre comentavam sobre a Terra Parental, Jiba, estimulando para que regressassem ao menos uma vez para conhecerem Ojiba. O casal, aceitando as recomendações, decidiu regressar a Jiba para a Celebração dos 80 anos do ocultamento físico de Oyassama.

1º regresso a Ojiba – Celebração dos 80 anos do ocultamento físico de Oyassama

Dessa forma, partiram de navio em janeiro de 1966, dando a volta pela Europa, chegando no porto de Kobe depois de uma longa viagem de 60 dias.

Foram recepcionados por inúmeras pessoas, pisando pela primeira vez no território japonês depois de 13 anos.

Tsuguio participou da missa dos 80 anos do ocultamento físico de Oyassama, frequentou as palestras do Besseki, e no dia 30 de janeiro de 1966, recebeu o Dom do Sazuke.

No dia da partida ao Brasil, o condutor Tsunehisa, da igreja Nishioyama,acompanhou-os até o porto de Kobe e entregou-lhes o Símbolo Divino(Omedou).

Voltando de regresso ao Brasil e o primeiro grande nó

Ao chegarem ao Brasil, Tsuguio deixou o Símbolo Divino dentro do guarda-roupa.

Passado mais ou menos 2 semanas, Tsuguio veio a adoecer.

Procurou vários hospitais, porém, nenhum deles souberam diagnosticar a causa da doença. Não podendo mais suportar as dores, sem outra alternativa foi até a Casa de Divulgação reverenciar a Deus-Parens.

Chegando lá, recebeu a orientação de que se fizesse a determinação espiritual de rezar todos os dias, ficaria bom em apenas uma noite.

Depois de ouvir essas palavrasm consultou sua esposa, Masae, e decidiram rezar todos os dias, tirando do guarda-roupa o Símbolo Divino.

Na manhã do dia seguinte, a dor havia sumido.

Esse foi o primeiro caso onde Tsuguio começou a acreditar na existência de Deus-Parens.

>>> continua parte 2

Essa página possui as seguintes sub-páginas.

  • Parte 2

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    Reflitam a respeito disso em tudo.
    Ofudessaki III-40,135

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